sexta-feira, 22 de abril de 2011

ISSO É MUITO SÉRIO!!!...


O R&S no Brasil está vergonhosamente defasado e prostituído. Em paralelo, os Profissionais Qualificados assistem todo dia, na mídia, o alarde do “apagão de mão de obra” e a importação de Profissionais dos EUA, Europa etc..

A expectativa de vida do brasileiro aumentou, mas a baixíssima qualificação do R&S – terceirizado sabe-se Deus como e sem qualquer regulamentação, fiscalização ou atualização (avalia-se candidatos via Wartegg, Quati e Palográfico há 30 anos... agora aplicados por estagiárias de cofrinho de fora e lastimável Português...), exclui os Profissionais acima dos 40 anos.

Claro: não há comprometimento com o “core business” do contratante, não há postura ou competência para avaliar Profissionais Experientes. Com a geração “Y”, ao menos as recrutadoras podem entabular algum diálogo(???...).

No LinkedIn formaram-se diversos grupos de discussão a respeito. São os maiores, de maior longevidade, recordes em número de participantes e posts – todos a este respeito. Cada depoimento!...

Pra piorar, ontem o SBT exibiu uma matéria dizendo que estrangeiros estão vindo para o Brasil para trabalhar, ou porque tem "qualificações específicas" ou porque tem "um tempo mais longo de experiência".

Precisamos ao menos tentar fazer alguma coisa, questionar essa falácia da "falta de mão de obra qualificada", que só serve para abrir vagas de alto nível aos profissionais de países de economia recessiva. Se não por nós, pelas gerações seguintes e pela nossa sanidade mental e moral.

No ano passado, segundo a tal matéria, foram 56.000 vistos de trabalho para estrangeiros - 25% ACIMA DE 2009. Só este ano, como divulgado na mídia, já foram 300.000 !!!!!... E o máximo que a Lei nos protege é exigir que a Empresa tenha 2/3 de seu quadro de funcionários composto por brasileiros: a população nativa vai pro chão de fábrica e os executivos dos altos salários vão pro topo. Nós, que investimos tanto em Educação num contexto que dispensa descrição, ficamos desempregados aos 40, quando crescemos ao nível de competir com a mão de obra importada.

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=4789&t=Autorizacao+de+trabalho+para+americanos+cresce+25%+no+Brasil

Recrutadoras incompetentes são só parte de todo um processo, que agora se confirma e não é mais paranóia. O país cede suas posições de gestão estratégica para americanos, filipinos, europeus etc. E se a crise continuar por lá, já-já você vamos vê-los ministrando palestras, seminários e aulas em nossas Universidades.

Não podemos permanecer como sapos na água quente.

Se você também se preocupa com esta situação, sugiro que verifique a evolução de algumas iniciativas, no LinkedIn, Grupo ABEPEX.

2 comentários:

  1. "Estagiárias de cofrinho de fora"...heheh...
    Gostei do teu estilo.
    Acredito que não só no R&S, mas em todo o mercado não há apenas "apagão de mão" de obra, mas também a desvalorização financeira do profissional. Refiro-me ao profissional capacitado que topa trabalhar por pouco. Exigem muito e pagam pouco.....
    E concordo contigo, importamos CEOs e exportamos lavadores de pratos.....o sujeito lava prato lá fora e acha divertido, aqui o sujeito nao é capaz de juntar um clipe de papel do chão.

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  2. É isso mesmo, Aramis, você tem toda a razão.

    Até "me apropriei" da sua frase: "importamos CEOs e exportamos lavadores de pratos". É triste, mas é verdade.

    Mas o contexto mundial e brasileiro mudou. E nossa postura também precisa mudar.

    Abraço e Feliz Páscoa!

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